Negociações
Rodoviários aceitam proposta e garantem funcionamento da frota até segunda-feira
Negociações estão sendo reportadas à prefeitura, pois irão impactar na tarifa
Divulgação -
Os rodoviários do município aceitaram uma nova proposta feita pelo Consórcio de Transporte Coletivo de Pelotas (CTCP). Porém, a categoria segue com indicativo de greve, já que aguarda uma reunião entre prefeitura e CTCP para efetivar o acordo, o que deverá impactar na tarifa.
Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Claudiomiro Amaral, a proposta do responsável pelo Consórcio, Enoc Guimarães, foi verbal, mas já documentada pelo Sindicato. "Foi dito para que a gente montasse uma proposta dentro desses índices. Então montamos e já passou em assembleia, por nós está aceita. Vamos aguardar até terça-feira, se nada acontecer a gente se reúne de novo para definir os novos passos", explicou.
Neste documento, o reajuste fica em 7% no salário e no vale-alimentação a partir de agosto, com validade até final de janeiro de 2022. A categoria volta, então, a negociar em fevereiro. Sobre os 4,77% do dissídio em atraso, o percentual seria sobre vale-alimentação, o que daria R$ 130,00 a serem pagos em três parcelas. Então a categoria chegaria em janeiro com um salário de R$ 2.926,00 para motorista com R$ 525,00 de vale-alimentação.
Guimarães informou que as negociações ainda estão sendo dialogadas, já que isso terá reflexo direto na tarifa. "Estamos vendo e passando ao município, porque qualquer ajuste tem que ingressar no cálculo tarifário. Teremos algo mais concreto na semana que vem", apontou. A categoria espera que o Executivo e o CTCP se encontrem na segunda-feira, mas ainda não existe uma reunião marcada para este dia. "A prefeitura desconhece uma reunião com o CTCP. Nada marcado com o secretário de Transporte e Trânsito, Flávio Al-Alam e nem com o gabinete da prefeita", informou, através de sua assessoria de imprensa.
Relembre
Depois de dois anos sem reajustes salariais e de uma série de queixas sobre o atual momento, os rodoviários de Pelotas reuniram-se na noite do dia 19 para uma assembleia. A categoria já negou uma proposta feita pelo CTCP, mas a expectativa era por um acerto entre as partes para que não fosse necessária a paralisação. Para Amaral, as razões pelas quais a assembleia foi chamada são inúmeras. Entre elas, a ausência de qualquer aumento desde 2019 e as centenas de demissões que ocorreram durante a pandemia. "As empresas tiveram vários benefícios e os trabalhadores apenas o ônus", disse.
Entre tais benefícios, Amaral cita a isenção do ISSQN, redução de frota e idade de veículos, recebimento de 50% na passagem integrada, cancelamento temporário do benefício de isenção de passagens aos aposentados e ainda o subsídio oferecido pelo município.
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